Reminiscências
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Fotos (9) por Daltro e Luiz Carlos
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Tópicos da Seção Reminiscências
Memória da Hidrografia (11)
Memória da Hidrografia (12)
Monumento Aquidabã
Fotos Memoráveis (03)
Memória da Hidrografia (13)
Memória da Hidrografia (14)
Memória da Hidrografia (15)
ÓRGÃOS ANTECEDENTES À
DIRETORIA DE HIDROGRAFIA E NAVEGAÇÃO
Primeiro se criou a Repartição de Faróis, a 26 de janeiro de 1876. Quase imediatamente depois, a 2 de fevereiro do mesmo ano, era a vez da nossa Repartição Hidrográfica, cujo primeiro diretor foi o
Capitão-de-Fragata Antonio Luiz von Hoonholtz, Barão de Teffé. Mais tarde, em 1888, surgia a Repartição Central Meteorológica.
A fusão dos órgãos originais, de faróis, hidrografia e meteorologia, se dará em 1891, sob direção de Calheiros da Graça, com o título de
Repartição (depois, em 96, Superintendência) da Carta Marítima.
CONTRA-ALMIRANTE
FRANCISCO CALHEIROS DA GRAÇA
Nasceu na província de Alagoas, a 3 de julho de 1849. Foi Aspirante a Guarda-Marinha da turma de 1864. Guarda-Marinha, embarcou, em 1866, no Princesa de Joinville, para servir à Esquadra em operações contra o Paraguai. Como Primeiro-Tenente, acompanhou, na Corveta Vital de
Oliveira, em 1873, as primeiras sondagens feitas para imersão do cabo submarino inglês, que ligaria nossas costas à Europa.
Em 1881, no posto de Capitão-Tenente, acompanhou os trabalhos científicos de determinação das linhas magnéticas de toda a costa do Brasil.
Foto por Daltro
Nos anos seguintes, realizou diversos levantamentos hidrográficos: em Santa Catarina (1882); na enseada de Jurujuba (1884); na baía de Guanabara (1888); no Pará (1889/90); na baía de Sepetiba (1891); em Sergipe (1894); em Pernambuco (1894); e na baía de Jacuecanga (1895).
De 1890 a 1893, ainda Capitão-de-Fragata, chefiou a Repartição. Veio a falecer, como Contra-Almirante, no desastre do Aquidabã, ocorrido na baía de Jacuecanga, em 21 de janeiro de 1906.
Fotos fornecidas por Daltro
O AvHi Rio Branco e o Matalote
Visita do Ministro da Marinha
A vista a partir da porta e pavão da Moraes Rego
Por do sol visto da Ilha de Mocanguê

PRIMEIRO SERVIÇO METEOROLÓGICO BRASILEIRO
A 12 de abril de 1898, o Capitão-Tenente Américo Silvado produz as primeiras Instruções Meteorológicas da Diretoria de Meteorologia da Repartição da Carta Marítima.
Após esse trabalho, que marcou o início das atividades do primeiro serviço meteorológico sistemático no Brasil, seguiu-se a confecção de cartas isobáricas de superfície e tiveram início as observações meteorológicas a bordo dos navios da Marinha.
CONTRA-ALMIRANTE
LUIZ FILIPPE DE SALDANHA DA GAMA
Filho de Dom José de Saldanha da Gama e de Dona Maria Carolina Barroso de Saldanha, nasceu em Campos, Rio de Janeiro, a 7 de abril de 1846.
Foi Aspirante a Guarda-Marinha em 1861.
Ainda Guarda-Marinha, tomou parte em campanhas no Uruguai e no Paraguai, desenvolvendo excepcionais virtudes de oficial de Marinha e cidadão.
Figura exponencial de seu tempo, era Diretor da Escola Naval quando
irrompeu, em 1893, a Revolta da Armada, chefiada pelo Almirante Custódio José de Melo. A ela se opôs, em princípio, na tentativa de preservar seus jovens subordinados das conseqüências da guerra civil, preparando-os para formar a Marinha que renasceria, depois da tormenta que a abalava. Acabou sendo impelido pelas circunstâncias e por seus próprios alunos, que desejavam juntar-se aos revoltosos.
Chefiou a Marinha revoltada, no sangrento combate da Ponta da Armação, onde hoje está a DHN.
Asilado em navio português, depois da rendição na Guanabara, consegue chegar à Europa, onde pretendia libertar companheiros refugiados, que se achavam presos em Portugal.
Volta ao Brasil, para assumir o comando supremo da Revolução Federalista, no sul do País. A 24 de junho de 1895, é vencido e morto pelas tropas legalistas, em Campo dos Osórios.
Exemplo de coragem, de amor à Pátria e à Marinha, o Almirante Saldanha ofereceu a vida, em sacrifício, pelos princípios de honra que adotara.
ÓRGÃOS ANTECEDENTES À
DIRETORIA DE HIDROGRAFIA E NAVEGAÇÃO
à Diretoria de Navegação
Em 1907, sob a direção do Almirante Arthur Silveira da Motta, Barão de Jaceguay, a Superintendência da Carta Marítima começava a produzir cartas náuticas, cujas primeiras formariam a Coleção Jaceguay, concluí-da em 1909. Desde o ano anterior, alterara-se o nome: Superintendência de
Navegação.
Em 1914, a Repartição se transferia para a Ilha Fiscal.
A partir de 1924, adota o nome de Diretoria de Navegação, que iria perdurar até 1946. Naquele período, especialmente a partir da criação da especialidade de Hidrografia e Navegação para oficiais, em 1931, o Serviço ganhará impulso extraordinário.