Reminiscências
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  Memória da Hidrografia (21)



VICE-ALMIRANTE
PAULO DE CASTRO MOREIRA DA SILVA

Nasceu no Rio de Janeiro, a 18 de outubro de 1919. Guarda-Marinha da turma de 1939, participou, na Segunda Guerra Mundial, de ações de patrulha, a bordo do Destróier Davier, da Marinha dos Estados Unidos e foi, em 1945, Oficial de Ligação com a Força Expedicionária Brasileira, na Itália.

Em 1949, é encarregado da Divisão de Oceanografia e Meteorologia e Instrutor do Curso de Oficiais. Após dois anos na Europa em estudos de pós-graduação, cria na DHN, em 53, o Departamento de Geofísica, com o serviço de previsão do tempo.

Representa o Brasil, a Marinha e a DHN em congressos científicos no exterior. No Ano Geofísico Internacional (57/58), consegue apoio da UNESCO para transformar o antigo veleiro, Navio-Escola Almirante Saldanha em navio de pesquisa, o que se concretiza no final de 64. Protagoniza fatos memoráveis em assembléias internacionais, como nos debates com franceses sobre a pesca da lagosta na plataforma continental brasileira.

Como Almirante, dirigiu, com sabedoria invulgar, o Instituto de Pesquisas da Marinha e, em atividade paralela, a Fundação de Estudos do Mar, até a morte prematura, a 1° de maio de 1983.

Em carta de 18 de março de 1966, de quando comandava o Saldanha, deixou registrado o desejo de lançamento ao mar de seus restos mortais. Sua vontade foi atendida a 11 de junho de 1988, em cerimônia simples, nas proximidades da Ilha Rasa.

 

  Memória da Hidrografia (22)



A DHN CONTEMPORÂNEA

Em 1946, a Repartição passaria a ser Diretoria de Hidrografia e Navegação.

Nos tempos difíceis do pós-guerra, retomavam-se as fainas hidrográficas. Ficara demonstrado, com luta e sacrifício, que os hidrógrafos da paz são combatentes na guerra, como quis o Patrono. E aqueles tempos germinavam a simbiose perfeita: na árdua continuidade de execução do Plano Cartográfico, de muitas gerações, uma nova e mais completa missão era concebida: produzir informações ambientais, para as forças no mar.

Atualmente, com mais de meia centena de navios e embarcações, tendo subordinados um órgão de pesquisa, o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, e outro de serviço, o Centro de Sinalização Náutica e Reparos Almirante Moraes Rego, a Diretoria se orgulha de produzir, com técnicas de última geração, todos os serviços tradicionais de cartografia náutica e segurança da navegação. Mas também de prover o apoio indispensável ao setor combatente, nos campos da hidrografia operativa, da oceanografia e da meteorologia.

Complementarmente, a DHN, junto a outros órgãos públicos, contribui ativamente para o êxito do Programa Antártico e do Plano de Levantamento da Plataforma Continental em nosso País.

 

  Fotos Memoráveis (05)
Fotos fornecidas por Daltro

Condecorações no CAMR

Reunião no CAMR

Faina de Bóias na Baia da Ilha Grande

 

  Memória da Hidrografia (23)



VICE-ALMIRANTE
PAULO IRINEU ROXO FREITAS (PIRF)

Nasceu no Rio de Janeiro a 21 de abril de 1919, tendo falecido a 12 de março de 1989, na mesma cidade.

Possuidor de elevadas virtudes morais e profissionais, sua carreira foi pontilhada de felizes iniciativas.

Sob seu comando, o NHi Rio Branco cumpriu, em 1956, a última comissão, a árdua campanha da barra norte do Amazonas, até então nunca demandada por navios de grande porte. Levantou, entre asperezas do ambiente e desafios técnicos, a foz do grande rio, completando, com a as cartas 201 e 210, o trabalho iniciado, em 52, por Maximiano, então Capitão-Tenente. Abria-se à navegação uma área de reconhecida importância econômica.

Em 1962, no comando da Flotilha do Amazonas, hidrografa parte da bacia fluvial, mercê de admirável persistência e senso criativo. Utilizando radar, agulha giroscópica e ecobatímetro, em seis meses produz croquis confiáveis, relativos a mais de 3.500 milhas. Conquista liberdade operativa para a Flotilha, no teatro de operações. Mais que isso, deixa patenteada a relevância estratégica da hidrografia, para o emprego do Poder Naval.

Também se destacou pelo pensamento político, sendo autor, entre outros trabalhos, de proposta de decreto, publicado em 1968, regulando a pesquisa no mar territorial e na plataforma continental. Os princípios nele estabelecidos estão, hoje, incorporados à Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Suas iniciativas e, acima de tudo, sua forte liderança deixaram marcas profundas na Marinha e na Hidrografia brasileira.

 

  Memória da Hidrografia (24)



HERÓIS ANÔNIMOS

De modo geral, consideramos heróis apenas aqueles que se distinguem por feitos espetaculares.

Esquecemos, em nosso julgamento, do heroísmo do dia-a-dia, do heroísmo dos que trabalham anonimamente, com dedicação, competência e amor, ao longo de toda a vida, sem outra recompensa que a própria felicidade, no cumprimento do dever, na aprovação da consciência.

Aqueles funcionários anônimos, que freqüentaram nossas oficinas nos tempos antigos, aqueles suboficiais que guarneceram nossas lanchas de sondagem ou de balizamento desde marinheiros, homens que deixaram seu suor na constância das muitas fainas de campo, na construção de cada Carta, na transmissão de cada Aviso, no acender de cada Farol.

Osbaldinos ou Expeditos, eles serão sempre lembrados quando, em torno da chama de nosso amor pela Hidrografia, deixarmos o coração falar, a alma reviver, a emoção brotar.

 

  Memória da Hidrografia (25)



CENTRO DE SINALIZAÇÃO NÁUTICA E REPAROS
ALMIRANTE MORAES REGO

O CAMR, herdeiro dos serviços e das tradições pioneiras da Repartição de Faróis, criada em janeiro de 1876, tem sede na Ilha de Mocanguê, em Niterói.

Ali funciona desde 1946, primeiro como Departamento de Sinalização Náutica da DHN e depois, a partir de 1965, sob a forma atual.

É o órgão da Marinha respon-sável pelo estabelecimento, pela manutenção e pela operação da sinalização náutica.

 

 


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Atualização em Junho/2000 por